quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Como é o tratamento do TDAH? Qual é o papel da escola e da família?

  


   Como você pode perceber nos artigos anteriores, o diagnóstico é realizado através do olhar de vários profissionais. O tratamento do TDAH envolve uma abordagem múltipla, isto significa que o acompanhamento será feito por um grupo de profissionais qualificados, portanto, o sucesso do tratamento está na combinação de métodos. Conciliar medicamento e as terapias apresentam bons resultados em termos de mudanças de atitude duradouras.

    Vamos falar sobre as terapias agora, preste muita atenção e se quiser se aprofundar mais sobre elas é só entrar em contato ou realizar buscas específicas em sites conceituados e especializados no trabalho com crianças, principalmente com crianças com este transtorno.

1- Terapia Cognitiva-comportamental.

Nesta terapia a profissional irá atuar com uma espécie de treino relacionado a soluções de problemas, irá proporcionar formas de relaxamento e estabelecer agendas de atividades rotineiras, de objetivos e metas a serem cumpridas, também irá ensinar como modificar as formas de pensar e lidar com problemas que podem ser prejudiciais apresentando resultados de forma duradoura. Esta terapia busca mudança nos afetos e comportamentos por meio da reestruturação cognitiva, substituindo crenças, pensamentos e formas de interpretar as situações negativas e disfuncionais por outras foras de pensar e perceber o mundo.

2 - Psicomotricidade.

Tem como base o desenvolvimento motor, afetivo e psicológico da criança melhorando suas capacidades perceptivas e trabalhando o esquema corporal, estruturação espacial e orientação temporal.


3. Treinamento cerebral.

São exercícios para desenvolver habilidades como memória, atenção, concentração e raciocínio lógico. As técnicas são desenvolvidas de maneira individual, isto é, com exercícios personalizados para cada necessidade. Isto é possível devido a capacidade que o cérebro tem de modificar suas conexões neuronais, a chamada neuroplasticidade. Então irá fortalecer as funções cognitivas.

4. Coaching comportamental.

Esta técnica busca o equilíbrio comportamental das pessoas que sofrem com o TDAH. Trata-se de um processo de orientação pessoal e individualizado que irá direcionar através das técnicas e ferramentas esta criança com TDAH, ela irá conseguir lidar melhor com os sintomas, reforçar melhor suas habilidades, melhorar sua autoestima e sentimento de inferioridade e aprenderá a minimizar os efeitos da desatenção e da hiperatividade. O trabalho é direcionado ao ponto de maior dificuldade, sendo este o objetivo. É indicado então, quando as queixas são bem específicas e quando não há sofrimento emocional importante.

5. Terapias alternativas.

* Homeopatia.

* Terapia em grupo.

* Hipnose.

* Florais.

* Aromaterapia.

* Acupuntura.

Mas quero sua total atenção agora: "NADA SUBSTITUI A CONSULTA JUNTO A UM PROFISSIONAL ESPECIALIZADO."

        Agora vamos falar sobre o papel da família!

Vamos começar falando sobre as duas verdade que atrasam o desenvolvimento do TDAH.

Verdade 1 - pais demoram para buscar ajuda.

Verdade 2 - pais não aceitam o diagnóstico por pensarem que é coisa da idade.

    Quando a criança é diagnosticada corretamente e acompanhada pelos profissionais e apoiada pelos pais, é um sonho...

        Não é fácil educar uma criança, ainda mais se for TDAH... Informar os pais, acompanhar os pais, ensinar técnicas e ferramentas para os pais, ensinar estratégias para lidar com os sintomas.

        Cabe aos pais: paciência, dedicação, carinho, firmeza, ser consistente, não repreender o tempo todo por conta de seu comportamento mas que seja elogiadas, suas qualidades reconhecidas, o que ela faz de bom deve ser mencionado e dar destaque as suas atitudes positivas.

        É preciso falar e ensinar várias vezes, ajudar a achar seu caminho e dialogar sempre. Os pais precisam estar sempre em busca de ler sobre o assunto, se informar em sites confiáveis, etc.

Papel fundamental dentro da família:

* ter sempre tempo disponível para interagir com a criança.

* incentivar as brincadeiras com jogos e regras.

* incentivar cochilo, passeio com o cachorro, fim de semana fora, ginástica ou futebol.

* programar atividades diferentes.

* preparar cronograma.

* sempre perguntar o que ela quer ou o que está achando.

* fixar lembretes, listas de coisas a fazer, calendário de provas, regras e combinados.

* estimule o uso de agenda (eletrônica ou de papel)


        E o papel da escola?

        É primordial que os laudos sejam estudados, não para tratar diferente mas para chamar a atenção do aluno quando perceber dispersão, colocá-lo na primeira carteira, dar mais tempo para realizar provas e atividades,

        Não taxar a criança como preguiçosa, entender que é uma limitação real.

    Estar atentos ao bullying, infelizmente portadores de TDAH são considerados "impossíveis" e recebem vários apelidos maldosos. Cabe na escola agir imediatamente com conversa, palestras, dinâmicas de grupo, debates

        Agora vamos falar sobre as comorbidades?

Nossa, como assim? É o aparecimento de outas condições clínicas ao mesmo tempo.

* depressão.

* transtorno de ansiedade.

* transtorno bipolar.

* transtorno de conduta.

* transtorno desafiador de oposição.

* transtorno obsessivo-compulsivo.

* transtorno invasivo do desenvolvimento.

* entre outros.

Gostou das informações sobre o TDAH nesta série de artigos?

Então comenta, compartilha e aproveita todo o material.

Se você não seu os artigos anteriores não perca tempo.

Grande abraço!

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Remédio para o tratamento do TDAH?

 A indicação de remédios é defendida por muitos especialistas como a maneira mais eficaz de amenizar os sintomas do transtorno. Quais sintomas? Falta de foco, impulsividade e a hiperatividade.

Alguns especialistas condenam o uso de medicamentos para estes fins por causa dos efeitos colaterais e principalmente pelo risco do uso indiscriminado do medicamento.

O fato é que o remédio é necessário para equilibrar substâncias químicas no cérebro que interferem no comportamento e serve para reajustar por via da dopamina. 

A terapia ajuda a melhorar aproximadamente 30% do transtorno e o remédio ajuda por volta de 60% sendo o mais indicado o uso juntos que chegam a quase 100%.

Estudos comprovaram que crianças com TDAH que fazem uso de medicamento (prescrito por especialista com a dosagem correta para cada criança) tiveram uma melhora e um controle maior dos sintomas. Portanto, muitos especialistas concluem que o medicamento é eficiente. Porém, é necessário ter certeza do diagnóstico.

Agora, o remédio sozinho não soluciona. É preciso planejar as ações para o tratamento, por exemplo: medicamento, psicoterapia, psicopedagogia, neuropsicopedagogia, apoio familiar, etc.

Para iniciar o tratamento com medicamento, o médico e a família devem avaliar os prós e contras. Alguns casos com uma ajuda pedagógica e terapia são suficientes. Outros será necessário o uso do medicamento.

O que os profissionais que não aprovam o uso de medicamento dizem? 

* a criança pode desenvolver a dependência química ou enfrentar a abstinência.

* apresentar surtos de insônia

* sonolência

* piora na atenção e na cognição

* ter surtos psicóticos

* alucinações

* cefaleia

* tontura

* hipertensão

* taquicardia

* arritmia 

* parada cardíaca

* boca seca

* falta de apetite

* dor no estômago

* altera a secreção de hormônios sexuais

* diminui a secreção do hormônio de crescimento.

Estas são considerações importantes para análise do uso do medicamento e  periodicidade. Agora vou te explicar os medicamento que mais são utilizado o Brasil.

* Ritalina.

* Concerta

* Venvanse


E os alimentos? Fazem diferença?

É importante regular a ingestão de balas, refrigerantes, sucos artificiais e outros petiscos açucaradas. De preferência, retire do cardápio. A melhor opção para substituir os alimentos acima são as frutas, sementes oleaginosas, sucos naturais, abacate, coco, folhas verdes. Invente receitas como panquecas, pasteis de forno, mix com sementes, etc.

Está gostando dos artigos sobre
TDAH

Não perca os próximos, estamos quase acabando e nos próximos falaremos sobre as terapias, o papel da escola e da família e ainda as comorbidades.

Se você perdeu os artigos anteriores não se preocupe é só clicar nos links abaixo e aproveitar o conteúdo.

Grande abraço

PORQUE O COMPORTAMENTO DE QUEM TEM O TDAH É TÃO ALTERADO?

COMO SE EXPLICA O TDAH?

VOCÊ CONHECE OS SINTOMAS DA PESSOA QUE POSSUI O TDAH?

COMO SE CHEGA AO DIAGNÓSTICO DE TDAH?

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

E como se chega ao diagnóstico de TDAH?

     


 

        É imprescindível começar com uma entrevista para compreender o histórico clínico da criança.

        Também é preciso exames como eletroencefalograma - para avaliar o grau de imaturidade cerebral, ressonância - para afastar questões clínicas e avaliação neuropsicológica. É prudente solicitar outros exames para descartar anemia, desnutrição, dificuldades de audição e visão.

         Você já percebeu que o diagnóstico deve ser multidisciplinar ?

         O diagnóstico deve ser multidisciplinar e se baseia na observação sistemática dos comportamentos apontados ao lado de relatos da escola e da família, com a avaliação neuropsicológica e ponderação dos prejuízos sociais, afetivos e acadêmicos.

     É fundamental a participação de todos os envolvidos na rotina da criança, incluindo pais e professores, equipe de avaliação médica e não médica especializadas.

        A avaliação neuropsicológica é o que vai definir o diagnósticos, junto com os exames é feito um conjunto de perguntas e observação dentro de 4 ou 5 sessões, com ajuda de psicólogo ou fonoaudiólogo para analisar a capacidade espontânea de atenção, pensamento concreto, abstrato e memória. 

Resumindo: 

          1. Entrevista clínica de anamnese e observação do comportamento.

          2. Avaliação neuropsicológica.

          3. Preenchimento de escalas de avaliação de sintomas por familiares e professores.

          Para saber a hora de procurar ajuda especializada é preciso se atentar  à intensidade dos sintomas, sua frequência e o grau em que afetam a funcionalidade da criança em atividades relativamente simples. Quando o diagnóstico do Déficit de Atenção é feito corretamente, é exigida uma força-tarefa para seu tratamento.

Estamos nos aprofundando em cada artigo.

Conhecimento transforma!

Se você ainda não leu os artigos anteriores não perca tempo, leia agora!

Para o próximo artigo falaremos sobre o uso de medicação, para que servem e os riscos. Falaremos um pouco sobre os alimentos que devemos ter cuidado para manter o bem-estar do paciente.

Grande abraço!

Confira os artigos:

Por que o comportamento de quem tem TDAH é tão alterado?

Mas como se explica o TDAH? O que não causa TDAH?

Você conhece os sintomas da pessoa que possui o TDAH?

terça-feira, 27 de julho de 2021

Você conhece os sintomas da pessoa que possui o TDAH?

          Começo este artigo sobre os sintomas do TDAH te alertando para ter atenção e procurar um profissional para conversar e avaliar. Atente-se a estas duas dicas:

             Dica 1 - Para não negligenciar ou simplesmente transformar uma simples agitação em um bicho de sete cabeças é necessário levar em questão os sintomas, as situações e principalmente conversar com profissional.

      Dica 2 - O diagnóstico envolve aplicar escalas que avaliam todos os sintomas que serão apresentados neste artigo, além de tentar verificar o impacto na vida da criança. São realizados alguns exames para afastar (descartar) outros diagnósticos. O diagnóstico é clínico pois não existe (ainda) nenhum exame que possa reconhecê-lo.

Antes de ir em busca de um diagnóstico observe os seguintes sintomas:

        1. Desatenção ou falta de concentração, com ou sem traços de hiperatividade;

        2. A idade limite, pois os sinais aparecem até os 12 anos de idade;

        3. Se o comportamento está interferindo no funcionamento de sua vida ou de seus familiares;

      4. Se os sintomas acima estão presentes em mais de um contexto, como em casa, na escola, com amigos, etc.

Vamos entender mais sobre os sinais do transtorno?

            Começo dizendo que estas crianças são ativas demais, impulsivas demais, desatentas demais. Esse exagero deve ser percebido na escola e em casa. Observação de no mínimo seis meses para diferenciar as crianças agitadas ou mal educadas daquelas com TDAH. As crianças agitadas e/ou mal educadas repetem seus comportamentos inapropriados sempre que querem e as vezes param quando solicitado outras vezes não param para desafiar a autoridade dos pais ou responsáveis, já a criança com TDAH não conseguem se comportar mesmo a partir de sua própria decisão.

            Outros sintomas que podem aparecer são os problemas de sono e a dificuldade para cumprir tarefas rotineiras e normais para a idade, não aprendem com seus erros, não percebem detalhes de falas e discursos, ainda podem apresentar problemas de coordenação motora e irritabilidade excessiva a qualquer tipo de espera ou frustação. 

Está fazendo algum sentido para você? 

Consegue identificar estes sintomas em crianças que você conhece e que tem o diagnóstico de TDAH?

            Bom, ainda não terminamos, vou falar agora sobre o que diz respeito a hiperatividade como brincar ou mexer excessivamente os dedos, mãos ou pés e move-se na cadeira, levanta o tempo todo durante a aula em situações que deveria permanecer sentado, não consegue relaxar.

Peço especial atenção ao próximo parágrafo:

            É importantíssimo uma análise profunda pois existem outros transtornos que produzem sintomas comuns aos do TDAH como distração, hiperatividade, impulsividade, desorganização, problemas de relacionamento, agitação mental, problemas com autoestima e baixo rendimento escolar.

         A hiperatividade é um o sintoma mais conhecido do TDAH e existem até expressões que a família e a escola costuma usar para crianças hiperativas como "bicho carpinteiro" ou " ligadas na tomada" ou ainda " ligada no 220". As crianças hiperativas costuma se machucar com frequência, são intempestivas, inquietas, se isolam algumas vezes. Diferencie se a criança está hiperativa (uma dificuldade momentânea de adaptação) e a criança ser hiperativa (com transtorno que resulta em atitudes frequentes independentemente do ambiente em que ela está).

        Crianças que nasceram prematuras, sofreram infecções como meningite ou tiveram traumas cranianos, que as mães fumaram ou utilizaram drogas ilícitas e que tem histórico familiar de TDAH são mais propensas a ter o o problema.

            Algumas pesquisas científicas evidenciaram que é possível que o indivíduo apresente duas ou mais comorbidades, e que podem aparecer em adultos ou na adolescência. Estas pesquisas também provaram que os indivíduos com TDAH produzem sentimentos internos de menor valor, baixo autoestima, desempenho escolar afetado pelo transtorno, na adolescência podem cair na armadilha do abuso e dependência de drogas e estimulantes. As comorbidades citadas no início deste parágrafo podem ser o transtorno de ansiedade, depressão, Transtorno Desafiador de Oposição, Transtorno de conduta, Transtorno Obsessivo-compulsivo, Depressão, Transtorno bipolar, Transtorno invasivo do desenvolvimento, entre outros.

            Enfim, atenção e acompanhamento sempre!

            Vamos cuidar das nossas crianças e adolescentes.

            Estão gostando da sequências de artigos do TDAH?

            Fique ligado para acompanhar os próximos.. 

            Vou adiantando que o próximo será sobre o diagnóstico.

        Se você ainda não leu os primeiros artigos é só clicar abaixo e ler calmante, não esqueça de compartilhar com famílias e educadores pois conhecimento nunca é demais.


Por que o comportamento de quem tem TDAH é tão alterado?

Mas como se explica o TDAH? O que não causa o TDAH?

Grande abraço e até o próximo artigo.

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Mas como se explica o TDAH? O que não causa TDAH?

 


          Sabe, frequentemente não reconhecemos o transtorno na criança justamente porque alguns sintomas são tão comuns no dia a dia e são justificados assim:

" esquecimentos acontecem"

"agitação é normal"

"quem nunca esteve desatento em algum momento?"

          Te imploro para observar atentamente seus filhos, seus alunos, seus clientes, seus aprendentes para a intensidade que vai diferenciar ocasiões comuns e a demonstração de um sintoma de TDAH.

          O TDAH se manifesta logo na infância e requer diagnóstico e tratamentos adequados para que possa manter os sintomas sob controle e ter qualidade no convívio social, escolar e familiar.

          Quem possui o TDAH tem uma alteração de origem genética, alterações na região frontal e nas conexões com o resto do cérebro. No artigo POR QUE O COMPORTAMENTO DE QUEM TEM TDAH É TÃO ALTERADO? e tenha acesso a mais detalhes.

Agora vamos para as explicações:

          👉Hereditariedade - Neste caso os genes não são responsáveis mas acontece por uma predisposição, o predomínio da doença entre os parentes chega a ser de 2 até 10 vezes maior do que na população geral, a conhecida recorrência familiar. É importantíssimo responder todas as perguntas aos profissionais (neurologista, fonoaudiólogos, pedagogos, psicopedagogos e neuropsicopedagogos). Quero ressaltar aqui neste parágrafo que o diagnóstico do TDAH não é uma determinação genética, mas sim uma predisposição ou influência genética se já tiver caso na família.

Vamos esclarecer esta predisposição antes de partirmos para outras explicações? 

          Certo, o que acontece é que a predisposição envolve vários genes, e não um único, como é a regra para as características físicas, entende? Também, os genes podem ter diferentes níveis de atividades, eles interagem entre si, somando-se as influências ambientas como incidência de depressão, transtorno bipolar, abuso de drogas e álcool, etc. Ficou mais claro sobre a predisposição?

          Então vamos continuar com as explicações!

          👉 Substâncias ingeridas na gravidez - mães alcoólatras têm mais chance de gerarem filhos com problemas de hiperatividade e desatenção isso porque o álcool e a nicotina podem causar alterações em algumas partes do cérebro do bebê. Foram muitos estudos que demonstraram associação entre estes fatores mas não indicam uma relação de causa e efeito.

          👉 Sofrimento fetal - uma das teorias é de que a mãe com TDAH possam estar mais predispostas a problemas na gravidez e no parto por serem mais desatentas. Ou seja, a carga genética da mãe para o filho ainda é influenciada por problema no parto causando sofrimento fetal e tendo mais chance de serem diagnosticados com TDAH. Lembrando que é uma das teorias. Pois o próprio sofrimento fetal, que afeta a oxigenação cerebral já implica em possibilidades do TDAH ou outras doenças ainda mais graves.

          👉 Exposição ao chumbo - a intoxicação por chumbo pode apresentar sintomas semelhantes aos do TDAH, não há a necessidade de realizar exame de sangue para medir o chumbo em uma criança com TDAH já que isto é mesmo raro e pode ser facilmente identificado pela história clínica. 

Atenção abaixo pois definitivamente não causa TDAH:

             1 - Conflitos neuróticos por exemplo o Complexo de Édipo ou qualquer outro conflito teorizado pela psicanálise.

          2 - Problemas familiares ou conjugais, eles causam perturbação de adaptação, agressividade e tudo mais que ela vive em seu ambiente. O que se esperar de uma criança que vive em ambiente hostil e possui carência afetiva? Com certeza ela precisa de ajuda para seu comportamento e gerenciamento das emoções, que possa até ter um diagnóstico diferencial mas não implicar seu comportamento ao TDAH automaticamente.

             3 - Problemas emocionais e psiquiátricos que outros familiares possam ter. Se não for  o TDAH que eles apresentem não se implica o Transtorno.

          4 - Educação inadequada. Não podemos jamais confundir educação inadequada com TDAH. Criança inquieta, desatenta e extremante agitada pode até ser, mas não mal educada. Os sintomas não tem nenhuma origem no método de educação dos pais. Os pais devem conduzir o comportamento dos filhos de maneira adequada e cuidadosa tanto para as crianças que tem o Transtorno quanto para as crianças que não tem.

            5 - Participação inapropriada do meio social ou educacional. Também não tem nada relacionado a classe social (talvez alguns casos estejam relacionados a situação de miséria por desnutrição crônica, anemia, poluentes etc) Uma sala numerosa, com muitos alunos bagunceiros e mal educados não provoca TDAH porém, tristemente afirmo que uma sala assim dificulta oferecer o ensino personalizado para uma criança com TDAG e também um ensino de qualidade para os demais. Fato!

           6 - Consumo excessivo de açúcares, aditivos ou corantes artificiais e nem a processos alérgicos.

          7 - Corante amarelo, aspartame, luz artificial, deficiência hormonal e deficiências vitamínicas são causas que foram investigadas cientificamente e todas foram desacreditadas e descartadas.

Espero que este artigo tenha respondido muitas perguntas e já adianto que o próximo artigo você terá acesso aos sintomas com muitos detalhes inclusive sobre algumas possíveis comorbidades do TDAH.

Até lá, grande abraço!

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Por que o comportamento de quem tem TDAH é tão alterado?

         A maior reclamação tanto da família quanto da escola é sobre o comportamento inadequado em seguida a falta de atenção e a desorganização. A criança ou adolescente está sempre desmotivado por receber muitas broncas.

                * Preste mais atenção!

                * Se comporte!

                * Eu avisei para se comportar!

                * Ninguém vai querer brincar com você!

                * Você não aprende nada!

        E muito mais... tente imaginar o peso destas palavras repetidas por várias vezes ao dia, por várias pessoas e principalmente pelas pessoas que ela ama?

        Impacto NEGATIVO, levando a criança a intensificar seu comportamento inadequado, não aprendendo, brigando, e ainda pode levar a depressão infantil. É muito triste isso.

        Para você compreender o que acontece vou lhe falar sobre o que já foi provado em estudos científicos pelos médicos renomados George Still (1868-1941) e Alfred Strauss (1876-1963).

Pacientes com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) apresentam alterações na região frontal do cérebro e em conexões com outras áreas. Esses locais são responsáveis por inibir comportamentos inadequados, pelo foco e pela atenção, além da organização e planejamento do indivíduo.

Região frontal representada na cor azul e as demais áreas nas cores amarelo, verde e rosa.
fonte: site bebe ativo


        Os neurotransmissores noradrenalina e dopamina são os responsáveis de transmitir as informações entre os neurônios e ficam alterados em pacientes com TDAH o que desencadeia os sintomas.
        Vou explicar melhor: 
              * A dopamina está envolvida no controle da atividade motora, regulação de humor e ansiedade.
            * A noradrenalina fica ligada ao sistema de alerta e problemas com sonos, também funções de defesa do organismo.
    Ambos neurotransmissores devem trabalhar juntos, porém, quando há deficiência em qualquer neurotransmissor, as áreas cerebrais em que a presença delas seja muito importante podem não funcionar adequadamente.
    É importante saber que dentro do quadro de TDAH é possível haver predominâncias ou combinadas por exemplo, sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade e/ou tudo combinado.

Para não esquecer:

* TDAH é Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade.
* TDAH é um distúrbio neurológico.
* TDAH é uma doença neuropsiquiátrica crônica.
* TDAH é uma condição neurobiológica.
* TDAH apresenta alterações na região frontal do cérebro.
* TDAH os neurotransmissores encontram-se alterados.






sexta-feira, 18 de junho de 2021

Como posso ajudar no desenvolvimento do cérebro do meu filho/filha? Parte 2

         


Neste artigo damos sequência ao assunto importantíssimo. Ajudar no desenvolvimento do cérebro das crianças. 

        Antes de começar com as dicas preciso lhe explicar mais algumas coisas..

        No artigo anterior falamos sobre a integração dos hemisférios do cérebro, se você não leu é só clicar aqui artigo parte 1 aproveite para compartilhar o conteúdo com outros pais e também professores.

        O que venho te explicar neste artigo é como diferenciar o cérebro integrado e o cérebro que não está integrado. Pronto para as descobertas? Preparado para enxergar a realidade das pessoas dentro da sua casa e do seu ambiente de trabalho? Tenho que perguntar pois, se você ler com atenção a este artigo e anotar tudo irá facilmente perceber o cérebro integrado tanto de crianças que é o nosso foco, quanto de adultos que você convive. Inclusive o seu cérebro!

        Um jeito simples de dizer que o cérebro é bem integrado: a pessoa desfruta de uma saúde mental e bem-estar. Capaz de ser flexível e se ajustar quando as situações mudam. A pessoa se sente instável e em paz. 

        Então, uma pessoa (criança ou adulto) com o cérebro integrado consegue se adaptar tendo controle perante o caos (situações difíceis) e também não sendo controlador demais.

Podemos exemplificar, para ficar mais claro.

        Exemplo 1 - Uma criança amorosa e tranquila que perante a uma disputa por brinquedo ou durante uma prova escolar muito complicada consegue respirar fundo e buscar uma alternativa como, encontrar um brinquedo igual para dividir ou sugerir uma brincadeira para compartilhar o brinquedo e no caso da prova, respirar fundo, ler novamente com atenção e ainda solicitar auxílio da professora.

        Exemplo 2 - Um adulto que normalmente é procurado para ajudar a resolver os problemas, que consegue pensar em alternativas rápidas para solucionar situações complicadas, capaz de passar seu conhecimento sem "medo" de perder seu lugar no ambiente de trabalho e ainda costuma ser bem humorado.

        Então, conseguiu pensar em algumas pessoas que podem ter o cérebro integrado? Ou que pelo menos estão no caminho de integração?

        Tenho certeza que os próximos parágrafos te farão pensar ainda mais, vamos falar sobre os comportamentos de uma criança ou adulto com o cérebro funcionando sem a integração, que navega constantemente vezes pelo caos e vezes pela rigidez.

        Quando a pessoa (adulto ou criança) é rígida, isto é, impõe controle sobre tudo e todos ao seu redor, reluta com todas as forças, não se adapta, não se compromete ou negocia... O que ela não pode controlar é ignorado, excluído ou modificado para atender ao seu desejo, sua vontade. É inflexível!

        Exemplo 1 - Uma criança que quer algum brinquedo e faz de tudo para ganhar. Desde chorar, espernear, ter febre, bater, morder, quebrar objetos, dar ordens, chantagear, etc

        Exemplo 2 - Um adulto que não consegue alcançar o que quer, culpa o próximo, tudo que acontece é por culpa de alguém ou por consequência do que outra pessoa fez. Vai sempre impor suas ordens, mesmo quando perceber que não fez a melhor escolha não "dará o braço a torcer" falando coisas do tipo: "fulano não fez do jeito que eu mandei", "se tivesse feito na hora que eu mandei teria dado certo", etc... Jamais vai assumir um erro e sempre culpará alguém.

        Agora, quando a pessoa (adulto ou criança) é o caos, isto é, está na total falta de controle. Das suas ações e emoções, impulsivo, age sem pensar e é confuso, costuma viver em desordem tanto mental quando do ambiente como guarda-roupas bagunçado, mesa extremamente bagunçada (onde é preciso sair tateando e erguendo tudo para encontrar qualquer coisa) objetos dentro do quarto ou da casa toda totalmente fora do lugar. (Estou falando da bagunça o tempo todo, a pessoa não consegue ficar 2 minutos com nada arrumado, pisca o olho e a bagunça se instala. Existe casos em que a bagunça é periódica, migrando entre bagunça e arrumação, isto significa que a pessoa está tentando e quanto mais ela continuar e for estimulada melhor vai se tornando e mais perto do cérebro integrado ela estará)

        Exemplo 1 - A criança começa a chorar, berrar e se jogar no chão quando se sente confusa em alguma situação como hora do banho no momento de maior diversão, hora de ir embora quando finalmente fez amizade no parque, hora de desligar a televisão no momento mais legal do desenho... Por não ter o cérebro integrado ela entra no completo caos não sabendo lidar com a confusão e a frustação.

        Exemplo 2 - O adulto, independente do cargo, costuma falar com os colegas sem pensar nas consequências e se a informação poderia ser compartilhada, sabe que tem anotado a informação importante de um cliente mas não consegue responder ao chefe por não encontrar onde colocou a anotação no meio dos papéis de sua mesa. Sempre está atrasado por não encontrar a roupa em seu guarda-roupas, não ter a louça limpa para tomar seu café, e ter que voltar para buscar coisas que esqueceu.

        E aí, você consegue fazer uma lista de pessoas que não estão com seu cérebro integrado?

        Tenho certeza que sim. Aproveite para compartilhar o artigo!

        Nos próximos artigos vamos ter dicas e caminhos para fazer a integração do cérebro.

        
Imagine as crianças, adolescentes, os alunos, funcionários, todos da lista (do cérebro sem integração) vivendo em total bem-estar. Se afastando cada vez mais da rigidez e do caos se tornando adaptáveis, felizes, colaborativos, em equilíbrio consigo e compreendendo melhor a sí e ao mundo ao seu redor.

        Incrível e possível!


        Grande abraço!

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Como posso ajudar no desenvolvimento do cérebro do meu filho/filha?

         


Todos nós sabemos que o cérebro tem muitas partes diferentes e importantes, também sabemos que cada parte do nosso cérebro é responsável por funções diferentes e sabemos superficialmente que o lado esquerdo nos ajuda a pensar logicamente e organizar os pensamentos e que o lado direito é o responsável pelas emoções e pelos sinais não verbais.

           Então o que quero dizer aqui neste artigo é que é  possível utilizar estas informações, mesmo que superficiais a nosso favor, principalmente para com nosso filhos. 

Como assim? 

        Você pode estar me perguntando. E eu te digo que é possível fazer a integração do nosso cérebro, fazer estas partes trabalharem juntas.

O que é esta tal de integração?

        Bom, a integração é justamente integrar as partes diferentes do cérebro e ajudar elas a trabalharem juntas. Cada uma das partes precisa executar sua função de forma individual e ao mesmo tempo todas precisam trabalhar juntas, então, juntar elementos diferentes para produzir um todo que funcione bem.

Mas o que a integração faz?

        Ela coordena e equilibra as regiões separadas do cérebro que conecta.

Como sabemos se nossos filhos não estão integrados?

        Simples, eles ficam confusos, caóticos e "afundados" nas próprias emoções. Reagem de forma impulsiva, com birras, ataques de fúria, agressividade e não conseguem reagir de maneira tranquila e competente frente a situações difíceis.

        A experiência, em qualquer época de nossa vida, molda nosso cérebro. Nosso cérebro com seus 100 bilhões de neurônios se conecta em um circuito específico e originam novas conexões e estas conexões resultam em uma reprogramação no cérebro, e isto significa que não somos prisioneiros da forma como nosso cérebro funciona e sim que podemos reprogramá-lo constantemente para sermos mais saudáveis e felizes.

Interessante! Então como devo fazer para ajudar o cérebro dos meus filhos?

        Te digo que os genes desempenham um papel fundamental especialmente quanto ao temperamento, contudo, existem outros fatores que afetam profundamente a forma como o nosso cérebro se desenvolve. Vamos listar algumas agora:

* música (boa música)

* conversar com os pais (conversas inteligentes) 

* falar sobre os sentimentos

* alimentar a coragem

* oportunizar o entendimento do mundo

* atividades educativas (principalmente fora da tecnologia considerando o tanto que já são expostos devido ao momento)

* esportes

* tempo de qualidade em família

* ter amigos

* recontar as experiências vividas por seus filhos

* conversar frente a frente

* incentivar e elogiar

Agora vou te dizer o mais importante.

            Tenha paciência, respeite o ritmo de amadurecimento do cérebro, espere o cérebro do seu filho se desenvolver e vá influenciando utilizando as dicas aqui e as próximas quer virão

Acompanhe o conteúdo para não perder nenhuma dica! 

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Limite para os filhos?!

        Quando pensamos em limites para os filhos, temos tantas versões, tantos palpites, tantas dicas, isso entre a família imagine só na internet.

        Bom o que vou te dizer está  baseado na minha experiência como mãe, como professora, como Coaching familiar, como palestrante sobre o relacionamento com os filhos e também no livro do autor mais lido nas últimas duas décadas no Brasil, o psiquiatra Augusto Cury.

        O que tenho a dizer primeiro é que quanto antes você começar melhor vai ser, tanto para você quanto para a criança. Não espere que seu filho ou filha adolescente venha cumprir regras impostas agora!

        Embarcou nesta aventura louca e linda de ser pai e mãe (planejado ou não) você já tem que pensar: "que tipo de criança estarei formando?"

        O pensamento dos envolvidos na educação desta criança devem estar alinhados. Alinhados a um propósito que é "educar filhos que sejam criativos, generosos, tolerantes, equilibrados e inteligentes." E pensar inclusive quais ferramentas irá usar ou está usando. Te garanto que não é uma tarefa fácil, aliás é mais difícil que gerenciar uma grande empresa e até mesmo a nação...

        O fato é que o que temos hoje são jovens sem limites, ansiosos, egocêntricos, tímidos e frágeis.

        Como pergunta Augusto Cury: "Quando você corrige seu filho, sua filha, você o entende a partir dele/dela ou a partir de si mesmo?

        Se você grita, pressiona, chantageia, critica constantemente e é insistente demais com toda a certeza não está ouvindo seus filhos. Também está sendo chato, vamos dizer bem a verdade, e pais chatos não conseguem conhecer os sentimentos dos seus filhos, não conquistam o território da emoção.

        Hoje vou te dizer claramente o que não é Educar:

* Não é modificar a mente do outro:

* Não é adestrar o cérebro:

* Não é cobrar demais:

* Não é punir ou machucar:

* Não é dar broncas:

           Então o que é Educar?

        Educar é:

* Levar a pensar antes de agir:

* Levar a desenvolver consciência crítica:

* Conduzir ao autocontrole:

* Incentivar a ser líder de si mesmo:

* Fazer com que se coloque no lugar do outro:

        Atenção pai, mãe e responsável direto ou indireto, para evitar transtornos emocionais, homicídios, suicídios, guerras, corrupção, discriminação, violência contra criança, mulher e minoria, VOCÊ deve respeitar a cultura em que a criança está inserida, deve promover a capacidade de gestão da emoção para serem minimamente pacientes, proativos, ousados, estáveis, autônomos, altruístas, seguros, carismáticos, empáticos e capazes de aplaudir a vida sem reclamar de tudo e de todos.

        Repito, Não é uma tarefa fácil!

        Pensa comigo, vamos refletir um pouco. Se pais não sabem gerir sua própria emoção, se cobram demais, ruminam mágoas, gastam a energia de seu cérebro de forma errada como por exemplo com picos de estresse como cobrar dos filhos? Esses filhos terão sintomas parecidos e como diz Augusto Cury, são portadores da Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA)

        Existem diagnósticos equivocados, existe a desculpa da carga genética, mas a realidade que se esconde na irritabilidade e na inquietação é provocada em grande parte pelo sistema social doentio e pelo super universo digital que construímos e estamos imersos tanto pelos avanços quanto pelo momento que exige o uso de tecnologias cada vez mais.

        Veja bem o que Augusto Cury nos diz neste trecho do livro dele na página 18.

" Educação inteligente, com limites saudáveis, nos oferece proteção, financia a maturidade, a solidariedade, a cumplicidade, a interação social, a resiliência e a capacidade de trabalhar perdas e frustações e também de assumir riscos com responsabilidade."

        Vamos continuar o assunto no próximo post pois tenho muita coisa para conversar com você.

        Grande abraço!




quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

O QUE REALMENTE FUNCIONA COM CRIANÇAS DE 9 A 12 ANOS.

 


           Nesta fase algumas crianças entram em "crise", não se sentem mais crianças mas não são adolescentes ainda... Um conflito interno que pode ser percebido por comportamentos variados.

          Agora vou te apresentar algumas dicas que realmente funcionam com as crianças desta fase.

* Recreação variada com intensidade física ou mental como xadrez, futebol, etc.

* Conversar frequentemente ouvindo opiniões, ideias e sugestões.

* Neutralizar o excesso de competição, fazendo-a perceber que não precisa ganhar sempre para ser feliz. E mesmo que não ganhe ela pode aprender e refletir sobre o que poderia mudar na próxima oportunidade.

* Treinar com ela a habilidade de analisar as situações: FATOS X OPINIÃO. Por exemplo: qual matéria estudar primeiro para provas semana que vem? Quero fazer futebol ou judô? Esse treino é um exercício de autonomia e independência, tomando decisões com responsabilidade. Necessário nesta fase.

* Promover oportunidade para elaborar e organizar algum evento, mesmo simples mas que permita que ela analise, identifique recursos que serão necessários, etc.

* Orientar a criança a estabelecer seus próprio objetivos, estabelecendo sua própria gestão.

* Continuar conversando e apoiando suas iniciativas permitindo que ela assuma suas responsabilidades e consequências dando apoio se necessário.

Quer saber mais? acesse www.claudenibenelli.com.br


Assista aos outros vídeos no canal.


Grande abraço


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

O QUE REALMENTE FUNCIONA COM CRIANÇAS DE 8 E 9 ANOS DE IDADE.

 Olá! 

        E hoje nosso assunto é direcionado para as crianças de 8 e 9 anos de idade. Já estão alfabetizadas, com sua personalidade definida e o que é que vai funcionar?

        * Ofereça atividades mais elaboradas, que exijam tomar decisão, fazer análise. Também que estimulem a criatividade e a construção de ideias com crescente grau de dificuldades, ou seja, vá dificultando um pouco a cada atividade concluída com sucesso.

        * Proporcionar leituras, vivências e experimentações.

        * Oportunize o posicionamento da crianças, que ela exponha suas ideias e depois ofereça feedbacks afetivos e positivos.

        * Continue estimulando a criança a responsabilizar-se, relacionar-se com outras crianças.

        * Valorize iniciativas em geral e as conquistas.

        * Continue com os planos de ação.

        * Chame a atenção da criança de forma particular.

        * Incentive a criança a ver as outras pessoas como dignas de respeito e amorosidade.

        * Fale claramente sobre os talentos e dons naturais como o objetivo de ajudar a criança a se apropriar de melhores recursos.

        * Ajude ela a dar valor a sí e identificar seus valores e virtudes.

Não economize em conversas e boas perguntas.


Semana que vem tem mais!


Grande abraço



Se você ainda não viu o restante de vídeos da série é só clicar abaixo
 
O QUE FUNCIONA COM CRIANÇAS DE 0 ATÉ 1 ANO DE IDADE
O QUE FUNCIONA COM CRIANÇAS DE 2 ANOS DE IDADE
O QUE FUNCIONA COM CRIANÇAS DE 3 ANOS DE IDADE
O QUE FUNCIONA COM CRIANÇAS DE 4 ANOS DE IDADE
O QUE FUNCIONA COM CRIANÇAS DE 5 ANOS DE IDADE

O QUE FUNCIONA COM CRIANÇAS DE 6 E 7 ANOS DE IDADE


quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

REALIDADES NO VOLTA ÀS AULAS!

     Todo mundo sabe que está tudo diferente, e que não vai voltar ao normal e que ninguém vai querer o n
ormal que existia. O que queremos é uma nova realidade. Uma realidade com conquistas.

    O que vemos e vivemos hoje é uma realidade dolorida. Cheia de medos, frustações, angústias e desconforto. 

    Tá, já sabemos disso também! Você pode estar pensando. 

    Mas o meu objetivo com este artigo é levá-lo a uma reflexão bem profunda sobre estes medos, frustações, angústias e desconforto na visão e vivência dos gestores, professores, crianças e pais. É levá-los a perceber que é possível e indicado procurar especialistas para lidar com tudo isso.

    Primeiro vamos tentar enxergar a real dor de cada um.                           Começaremos pelas escolas que estão se preparando para receber os alunos e se deparam com poucas matrículas (financeiro é o principal motivo da migração de alunos), alunos trocando de escola particular ou sendo inseridos no Ensino Público. As escolas também sofrem com o medo de perder bons profissionais para propostas melhores.                      Frustações com investimentos em professores que não se adaptaram e tiveram que ser desligados. Angústias ligadas a grandes investimentos estruturais ou tecnológicos levando-os a pensar se a quantidade de alunos matriculados será suficientes para cobrir todos os gastos. Desconfortos ligados a falta de investimento estrutural e tecnológico por medo de afetar o departamento financeiro e por este motivo esta perdendo alunos. E por aí vai...

    Quando falamos de professores e volta às aulas, geralmente é um caso de amor incondicional. Um brilho especial nos olhos por ser o momento de decorar a sala, preparar recados carinhosos, planejar a primeira semana para encantar e cativar seus alunos, lembrar carinhosamente dos alunos que serão de outra professora (com sentimento de posse, sei bem disso) Mas, e nesta nova realidade?

    O medo é o sentimento de domínio pelos corações, medo de não ter colocação, não sobrar vaga para atuar, medo de não ter seu contrato renovado, medo de que seu conhecimento não seja o suficiente para manter o emprego, para alcançar o objetivo de levar o aluno a construir seu conhecimento, desenvolver suas competências e habilidades. Angústia por não ter a certeza se será presencial ou online, se terá tempo para descanso, para dormir. Medo até de fazer investimentos em sua carreira pois a incerteza é tão grande que os paralisa. Desconforto por não saber se sua saúde física e mental está adequada ou preparada para os desafios do ano que está começando agora. Isso é só um resumo...

    Quanto aos pais, que já estão saturados com a situação, estão preocupados com questões como: Como fica a aprendizagem dos meus  filhos? Eles ficarão atrasados, prejudicados? O ano de 2020 foi perdido? Vou ter que me especializar para continuar ajudando meus filhos? Como vou fazer para conciliar isso ao meu trabalho, rotina, casa, etc? Como faço para não perder o controle? Meus filhos estão preparados para retornar? Saberão tomar os devidos cuidados?                 Questões e questões que não acabam mais. E são poucas as respostas ainda.

    Para as crianças, a maioria delas, será muito estressante. Com suas rotinas modificadas por um longo período de isolamento, não estudando e interagindo como seria o ideal. Perceba aqui que não estou dizendo que elas não estão estudando, mas que não foi como deveria ser. Aproveitamento existiu sim!

    Dependendo da idade irão chorar muito, ter medo de ficar doente na escola, medo de deixar os pais, medo de perder os pais. Vai faltar paciência para interagir, responder a professora, etc.

    Também tem os corajosos, que não deixaram a peteca cair em nenhum momento. Que fizeram do momento atípico um momento de crescimento pessoal e de oportunidades agarradas. Temos escolas que investiram em estruturas e materiais didáticos atualizados, em professores qualificados e em qualificar seus professores, trazendo treinamentos que humanizam mais o contato entre as pessoas mesmo respeitando o distanciamento.

    Tem professores que se tornaram destaque, que fizeram a diferença, lançaram a cara a tapa para enfrentar as dificuldades fazendo disso seu maior triunfo. E hoje, são disputados por grandes instituições.

    Temos pais que decidiram reinventar a rotina familiar, dedicando mais tempo a seus filhos, deixando-os mais seguros em enfrentar as situações de adversidades. Que buscaram outros meios, além dos oferecidos pela escola, para auxiliar seus filhos no desenvolvimento de suas capacidades, conhecimentos e habilidades.

    Temos crianças que estão ansiosas para voltar a escola, com muita história para compartilhar.

    O que quero dizer que não existem só medos, frustações, angústias e desconforto. Mas que não podemos fechar nossos olhos para esta realidade.

    É preciso acompanhamento, acolhimento e paciência.

    Atendimento com especialistas que podem auxiliar a criança, as famílias e professores é primordial.

    Acompanhamentos que ajudarão a lidar com estes medos, frustações, angústias e desconforto. Também com as possíveis dificuldades emocionais, de interação, aprendizagem, etc.

Finalizando este artigo quero dizer que estou a disposição. Acesse o site www.claudenibenelli.com.br e solicite orçamento. Quase tudo pode ser resolvido com uma boa conversa!

Grande abraço

Claudeni Benelli

Neuropsicopedagoga 

KidCoach

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Curso Avaliação da Educação Online

O assunto hoje é:

Lançamento da primeira turma de 2021 do curso Avaliação da Educação Online!

Neste curso você vai conhecer mais sobre a importância e as maneiras de avaliar e autoavaliar.

Vou te ensinar gestão do tempo e os 5 passos da autoestima.

Vou te mostrar o valor do trabalho em equipe e a autoavaliação na prática.

E você ainda vai aprender ética e postura no ambiente profissional.

Para quem é este curso?

Para você professor(a), gestor(a), coordenador(a) e auxiliares que desejam se atualizar, refletir sobre as práticas, gestão e relacionamentos em sala de aula e ainda aprender técnicas para autoestima e autoavaliação, este curso é especialmente desenvolvido para você.

Como funcionará?

Serão  5 noites, totalmente online para facilitar interação com tempo estimado de 1 hora.

Quanto vai custar?

A primeira turma do ano de 2021 terá um super desconto. Se você se inscrever nesta primeira turma o curso custará somente R$ 5,00, isto mesmo, 5 reais

Tem certificado? 

Tem certificado sim, um belo certificado de curso livre para postar nas redes sociais e mostrar ao mercado de trabalho que você faz parte dos profissionais que investem na carreira. 

Agora eu pergunto para você: 

Está pronto(a)?

Então se inscreva agora clicando aqui.


Grande Abraço



quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

O QUE REALMENTE FUNCIONA COM CRIANÇAS DE 5 ANOS

             O que realmente funciona com crianças de 5 anos de idade?

        Primeiro preciso dizer que você deve continuar oferecendo limites. Fale com clareza e explique as consequências de seus atos. Sempre que possível conduza a criança a fazer a devida reparação. Preste atenção que digo aqui reparação e não punição.

        Você deve continuar estimulando a independência, acolha e elogie atitudes e pequenas decisões acertadas.

        Estimule o autocontrole de atitudes, comportamentos e ações.

        Carinhosamente, estimule a construção da consciência moral, por meio de conversas sobre acontecimentos simples, da rotina mesmo, para ela perceber a distinção entre comportamento ético e não ético.

        Estimule o sentido de coletividade e do convívio social saudável, ajuda ela a lidar com a diferença, tolerância do que é diferente do seu modo de agir, pensar, ser e viver.

        Por fim acolha carinhosamente as descobertas e novidades contínuas que a criança vive nesta fase.



Agora aguarde o próximo vídeo!


Quero aproveitar para adiantar a boa nova! Na primeira semana de fevereiro estará disponível o curso Avaliação da Educação online. Já reserve esta data!

Grande Abraço!


Livro físico ou E-book?

      Nos dias atuais, temos muita facilidade em acessar livros.     Aqui na cidade de Campo Mourão, por exemplo, temos a biblioteca municip...